Desatenção e indisciplina podem ser indícios de TDAH

Postado em nov 12, 2015

Desatenção e indisciplina podem ser indícios de TDAH

Quando uma criança apresenta sinais de impulsividade, inquietude e desatenção pode significar que ela tem o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O distúrbio, que aparece na infância, acompanha o indivíduo por toda a vida. O diagnóstico clínico é fundamental para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.

De acordo com a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, o TDAH não é grave. No entanto, não tratá-lo de forma precoce pode gerar problemas negativos. “As crianças com o transtorno tendem a ter seus sintomas exacerbados na escola, pelo fato de este ser um ambiente no qual ela precisa seguir regras e prestar atenção por períodos de tempo prolongados, especialmente em atividades monótonas ou menos prazerosas”, explica.

A especialista em Neuropedagogia, Hellen Matos, conta que a criança com Déficit de Atenção e Hiperatividade tem dificuldade de interação social e, por isto, pode interferir na rotina familiar. “Elas são muito ansiosas e oscilam muito de humor. Além disso, têm a linguagem receptiva prejudicada, tornado necessária a criação de uma agenda visual para que cumpram as atividades do dia. São pessoas que precisam de uma rotina estruturada e ser motivadas o tempo todo”, afirma.

Segundo Ana Barbosa, nos adultos que não passaram por tratamento os problemas tendem a ter efeitos mais negativos, por exemplo, eles podem não concluir seus estudos. Além disso, são mais suscetíveis a sofrer acidentes, apresentam maiores taxas de divórcio, ansiedade, angústia e depressão e têm tendência ao uso de drogas.

Diagnóstico

O TDAH é descoberto por meio de testes clínicos que envolvem uma equipe multidisciplinar, pois, além da realização de exames de neuroimagens funcionais, dosagens sanguíneas de neurotransmissores, também são realizadas avaliações fonoaudiológicas, psicológicas e cognitivas. Após diagnosticado, o paciente deve iniciar um acompanhamento psicológico e será avaliado se há necessidade de uma ação medicamentosa.

Segundo Ana Beatriz, não é possível que uma pessoa passe a ter o transtorno na fase adulta da vida. Por isso, para o diagnóstico em adultos é preciso detectar as alterações primárias (de atenção, de impulsividade e de hiperatividade) na história infantil do indivíduo.

Fonte: G1

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